Resenha literária: Trilogia “Para todos os garotos que já amei”, livros #1 e #2

Editora IntrínsecaFicção/Young Adult

 “Quando escrevo, não reprimo nada. Escrevo como se ele nunca fosse ler. Porque não vai mesmo. Cada pensamento secreto, cada observação cuidadosa, todos os sentimentos que guardei dentro de mim, coloco tudo na carta. Quando termino, fecho o envelope, escrevo o endereço e coloco dentro da caixa de chapéu azul-petróleo.”

 Olá, pessoal! Eu li esses livros há um tempo, quando ainda era apenas uma “duologia”. Depois de finalizada a duologia, a autora resolveu que escreveria um terceiro livro; esse eu ainda não li, é um lançamento bem recente, mas resolvi aproveitar a oportunidade do lançamento dele para falar dos dois primeiros livros para, quem sabe, deixar vocês tão ansiosos pela conclusão da trilogia quanto eu.

A autora dessa trilogia é a Jenny Han. Ela é bastante conhecida por escrever livros teen de sucesso. Com esses livros não foi diferente. Já adianto que não se tratam de livros profundos pra mudar a vida de ninguém, sabe? Mas são livros gostosinhos, fluidos, que contam uma história bem bacana, positiva e regada a muito amor. Gostei muito do jeito de escrever da Jenny Han.

O primeiro livro se chama “Para todos os garotos que já amei” e conta a história de Lara Jean, uma garota comum que tem como hábito escrever cartas para todos os garotos que já gostou quando decide parar de gostar deles ou quando eles a magoam de alguma forma. Eu achei essa maneira de exorcizar os demônios bem interessante, porque faço coisas parecidas na vida.

 

“Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.”

 

A questão é que, por algum motivo, essas cartas acabam sendo enviadas aos respectivos destinatários, o que dá início a um caos emocional na vida de Lara Jean, que já estava tendo que se adaptar a uma nova realidade.

 

 

“Quando uma pessoa fica longe muito tempo, você começa a guardar na memória todas as coisas que quer contar. Tenta manter tudo organizado na cabeça. Mas é como tentar segurar um punhado de areia: os grãos mais finos escapam da mão, e, de repente, você só está segurando ar e brita. É por isso que não se pode tentar guardar tudo assim.”

 

Lara Jean é criada pelo pai e tem duas irmãs, uma mais velha, Margot, e uma mais nova, Kitty. A família da Lara Jean é, sem dúvida, um dos pontos altos do enredo pra mim. Adoro a dinâmica entre eles, a relação entre as irmãs e a relação delas com o pai. Sério, muito amor mesmo. Coisa gostosa pra aquecer o coração. A mãe delas faleceu há alguns anos, o que acabou deixando Margot com muitas responsabilidades, por ser a mais velha, mas agora Margot está indo morar fora do país para fazer faculdade e é a vez de Lara Jean dar conta de tudo, então é justamente nesse período que a confusão das cartas acontece.

 

“Margot diria que pertence a si mesma. Kitty diria que não pertence a ninguém. E acho que eu diria que pertenço às minhas irmãs e ao meu pai, mas isso nem sempre será verdade. Pertencer a alguém… parece que é tudo que eu sempre quis. Ser de alguém de verdade, e que essa pessoa fosse minha.”

 

Algumas coisas nessa narrativa foram especiais pra mim, detalhes que a tornaram muito mais querida do que poderia ter sido, se fosse apenas pelo romance. Adoro a maneira como as personalidades das irmãs são diferentes e isso é destacado e valorizado. Adoro também as peculiaridades de Lara Jean em relação à maneira como se veste e a abordagem sobre a ascendência e cultura coreana. Gosto muito mesmo da interação da protagonista com outros personagens, dentre outras coisas. Meu eu adolescente se identificou muito com Lara Jean e sua paixão por se apaixonar.

 

“Sempre gostei mais do primeiro dia de aula do que do último. Começos são sempre melhores que términos.”

 

A história toda gira em torno de Lara Jean descobrir de verdade o que é apaixonar-se e ver isso evoluir de maneira saudável, depois de anos e anos sonhando com o amor. Porém, obviamente nada é simples assim, pois depois das cartas, os sentimentos dela ficam expostos e ela se sente coagida a fazer alianças inesperadas para escapar de algo muito comprometedor.

Outra coisa que gosto muito nesses livros é a capacidade da autora de refletir serenamente sobre as relações humanas, sejam as mais intensas ou as mais superficiais, e também, claro, amo todo o romance do enredo.

 

“Tem uma palavra coreana que minha avó me ensinou. Jung. É a ligação entre duas pessoas que não pode ser rompida, mesmo quando o amor vira ódio. Você alimenta sentimentos antigos por aquela pessoa; sempre vai sentir carinho por ela.”

 

“As pessoas entram e saem da nossa vida. Durante uma época, são seu mundo; são tudo. E, um dia, não são mais. Não dá para saber por quanto tempo vamos tê-las por perto.”

 

A sequência do primeiro livro se chama “PS ainda amo você” e começa com Lara Jean escrevendo uma carta depois de um mal entendido no fim do primeiro livro. Essa carta pode mudar tudo na atual conjuntura dela, porém, ao tempo em que realmente a carta pode trazer essa mudança, ela recebe alguns conselhos de sua irmã, agora sofrendo com o coração partido, que a fazem pensar que entregar seu coração tão cedo e tão rápido é imprudente, isso a faz recuar, mesmo querendo se jogar.

 

“E tenho certeza, uma certeza repentina, de que tudo está exatamente como deveria, que não preciso ter tanto medo de despedidas, porque elas não precisam ser para sempre.”

 

Eu optei por não adentrar mais no enredo, nem falar dos personagens masculinos porque eu achei que corria o risco de eu dar algum spoiler, mas adianto que gosto de todos. É, gosto de todo mundo nesse livro, e até as pessoas de quem não gosto, eu entendo, sabe? Entendo porque as pessoas são como são, então dou um desconto.

Tá aí uma leitura bacana, leve, gostosa e despretensiosa pra quem está procurando algo divertido, fofo e reflexivo (sem ser denso) para ler. São livros para gente apaixonada e são livros para se apaixonar! Agora estou ansiosa para ler o 3º livro e conhecer o desfecho da história, porém, a essa altura, confio bastante no tino da Lara Jean! Assim que eu ler, volto para falar sobre <3 Enquanto isso, leiam os dois primeiros! Fica a dica! Espero que gostem. 😉

 

 

 

 

“A questão é a seguinte. Eis o meu único conselho: você tem que se permitir estar totalmente presente em cada momento. Fique desperta em cada um deles, entende o que quero dizer? Vá com tudo e aproveite a experiência por completo.”

 

 

“Sei agora que não quero amar nem ser amada com segurança. Quero tudo, e, para ter tudo, é preciso arriscar tudo.”

 

Nota no Skoob de “Para todos os garotos que já amei”: 4,4/5

Nota no Skoob de “PS ainda amo você”: 4,2/5 

Nota no GoodReads de “Para todos os garotos que já amei”:  4,1/5

Nota no GoodReads de “PS ainda amo você”: 4,1/5 

MINHA Nota de “Para todos os garotos que já amei”: 4/5

MINHA Nota de “PS ainda amo você”: 4/5

 

Resumos oficiais:

 

Para todos os garotos que já amei:

“Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

 

PS ainda amo você:

“Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.
Em “Para todos os garotos que já amei”, Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em “P.S.: Ainda amo você”, Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.”

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