Resenha literária: Cabeças de Ferro #1, de Carol Sabar

Editora JangadaFicção/Chick-lit 

 “A parte boa de se conhecer profundamente uma pessoa é que, na maioria das vezes, as atitudes dela se tornam totalmente previsíveis. A parte ruim é que, na maioria das vezes, o imprevisível é bem mais emocionante.”

 

Carol Sabar é uma autora nacional dotada de uma escrita muito sagaz, inteligente e envolvente. Há alguns anos, conheci seu livro “Azar o seu” (inclusive tem resenha em vídeo AQUI) e me tornei fã. “Cabeças de Ferro” é o segundo livro da autora que leio.

Com uma pegada, em minha opinião, bem diferente de “Azar o seu”, “Cabeças de Ferro” conta a história de Malu, uma jovem nerd, mas extremamente descolada, que passa no vestibular da fictícia Universidade dos Cabeças de Ferro, na também fictícia cidade de Ponto sem Nó. Essa universidade, segundo a história, é a melhor do país, especialmente para quem está cursando algo na área de exatas, como é o caso de Malu, que vai cursar engenharia.

A trama se inicia a partir do tradicional trote aplicado pelos alunos de engenharia daquela universidade – pausa pra uma obs.: o clã de engenharia dessa uni é tão organizado que parece mais uma sociedade secreta! Eu gostei desse clima, rs -, no qual uma garota sai extremamente ferida, entretanto, o que atingiu a garota, na verdade, era pra ter atingido Malu, então tudo indica que ela era a vítima em potencial, mas algo na execução do trote deu errado, comprometendo a vida e saúde de Mariana e salvando Malu, que fica com a dúvida sobre o que aconteceu nas mãos.

Na história, quem aplica o trote em Malu é seu antigo amigo, que se tornou inimigo, Artur Cantisani, e dessa maneira ele é trazido de volta para a vida de Malu que, assim como ele, não sabe muito bem como lidar com toda mágoa do passado. Ainda mais agora com essa dose extra de drama. Enquanto isso, sempre ao seu lado como fiel escudeiro, Malu tem Nicolas, seu melhor amigo que é totalmente apaixonado por ela.

“Cabeças de Ferro” apresenta mais uma vez o humor sagaz de Carol. É um chick-lit que diverte sem pretensões e possui na trama uma grande dose de suspense e mistério, entretanto, muitos pontos do livro para mim ficaram sem nó, por assim dizer, o que acaba comprometendo a qualidade do enredo em minha opinião.

Carol abusa da ficcionalidade e, com isso, eu não sei se consigo apreciar a surrealidade da história, porque ela não deixa de estar inserida num contexto real. Isso já havia sido algo que tinha me deixado com o pé atrás em “Azar o seu”, mas em “Cabeças de Ferro” é três vezes potencializado, o que me faz pensar agora que deve ser realmente do estilo dela, e a chata cricri deve ser eu. Enfim, fato é que o rompimento desse limiar me incomoda um pouco. Além disso, foi difícil para mim para criar uma identificação com os protagonistas. A Malu é bem chatinha, Nicolas é bem… sei lá, e Artur é o mais legal, mas um legal bem babaca, então, difícil.

O livro é muito bonito: capa, diagramação e até o brinde que veio é muito bacana. Acho que sempre estarei disposta a dar uma chance para o que a Carol escreve simplesmente porque ela escreve muito bem mesmo e suas histórias são sempre divertidas! Soube que Cabeças de Ferro tem continuação, então, estou ansiosa para saber como será o próximo livro, porque o final desse primeiro me deixou com aquela sensação de “preciso de um desfeeeeeeeeecho”.

Recomendo o livro para uma leitura despretensiosa. Desejo que vocês o leiam e curtam bastante! É isso então, fica a dica, espero que gostem! <3

Beijos e até mais! 😉

 

 

Nota no Skoob: 4,2/5

Nota no GoodReads: 4/5

MINHA Nota: 3,5/5

 

Resumo oficial:

“Nem em seus piores pesadelos, Malu imaginava que sua vida universitária começaria tão tumultuada! Ela acaba de ser aprovada no concorridíssimo vestibular da “Universidade dos Cabeças de Ferro”, e agora, com o apoio de Nicolas – que sonha ser muito mais que seu amigo –, prepara-se para encarar o temido trote da Engenharia. O veterano designado para aplicar o trote em Malu é ninguém menos que Artur Cantisani, o seu sexy arqui-inimigo, responsável pela humilhação que ela sofreu aos 11 anos de idade, na frente de toda a escola.
Inesperadamente, porém, quando o trote começa, Artur despeja a gosma não em Malu, mas em outra caloura, que sofre um choque anafilático! Veteranos e calouros fogem, deixando Malu, Artur e Nicolas sozinhos na “cena do crime”. Mas por que a gosma despejada na caloura era a única de cor diferente? E por que todas as outras garrafas com gosma desapareceram sem deixar rastro? Alguém estaria tentando ocultar provas? Os estudantes da Engenharia estariam na mira de um assassino? Envolvidos até o pescoço, Malu e Artur, apesar de se odiarem, não têm outra saída a não ser unir seus cérebros brilhantes para desvendar o que há por trás de tanto mistério. Com a mesma linguagem espontânea e divertida que conquistou tantos leitores, Carol Sabar agora conta uma história irresistível, cheia de suspense, romance e adrenalina.”

 

 

 

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