Resenha Literária: Apenas Um Ano, de Gayle Forman

Editora Novo Conceito | Young Adult/ Romance

Apenas um Ano é a continuação de Apenas um Dia, livros que, juntos, compõem a duologia de Gayle Forman, autora do best-seller Se Eu Ficar. Em apenas uma frase falei de três livros de uma mesma autora e preciso dizer que simplesmente amei todos eles. Gayle Forman me surpreendeu muito positivamente com essa duologia, e até me arrisco a dizer que gostei mais dela que de Se eu Ficar, e mais de Apenas um Ano que de Apenas um Dia. Então, vem saber mais sobre esse livro lindo! Mas, claro, só se você já leu Apenas um Dia ou simplesmente é dessxs que gostam/não ligam para spoilers (caso contrário, vá para a resenhar do livro anterior, Apenas Um Dia).

No primeiro livro, Apenas um Dia, nós somos apresentados à história de Allyson e Willem e em seguida acompanhamos a história de Allyson depois do fatídico dia que ela passou com Willem, antes de ele simplesmente desaparecer. Acontece que o primeiro livro termina quando os dois finalmente se reencontram e você tem que sair correndo desesperado para ler o livro seguinte – se quiser conservar sua sanidade mental, rsrs. Neste segundo livro, porém, diferente do que se possa achar, não vamos saber da história de Allyson e Willem dali para a frente, pelo menos, não neste momento, pois Apenas um Ano conta a história de Willem depois do seu desaparecimento, depois de ter perdido a sua Lulu (Allyson), até ela milagrosamente aparecer literalmente batendo à sua porta.

Se no primeiro livro conhecemos e compreendemos os conflitos de Allyson e acompanhamos o seu crescimento/amadurecimento pessoal depois daquele dia em Paris, no segundo livro vamos conhecer os conflitos de Willem. Por que ele viaja tanto? Do que ele está fugindo? Porque ele sempre se apaixona mas nunca fica apaixonado? Qual sua relação com sua família? E a sua relação consigo mesmo? Todas essas são questões que Apenas um Ano nos responde de forma clara e direta, mas sutil, como a passagem do tempo, e é ao longo desse tempo que vemos Willem se curar e permitir a si mesmo resolver todos os seus conflitos, internos e externos.

Ao longo da leitura, algo que ficou muito claro para mim foi que Allyson e Willem se desencontraram porque antes precisam se encontrar. Aquele encontro/desencontro era o impulso que eles precisavam para se descobrirem, e essa lição se aplica tanto a Allyson quanto a Willem.

“Foi como se ela tivesse se entregado totalmente a mim, e, de algum modo, a consequência disso foi que eu me entreguei a ela mais do que percebi que podia me entregar. E então ela se foi. E só depois de eu ter sido ‘preenchido’ por ela, por aquele dia, pude entender o quanto eu estivera vazio.”

“Não, Lulu não partiu meu coração. No entanto, estou começando a pensar se, indiretamente, ela o consertou.”

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Allyson precisava descobrir quem ela realmente era e queria ser, ela precisava descobrir que tinha voz própria e que podia se amar o suficiente para pensar primeiro em si agradar antes de agradar às pessoas ao seu redor. Willem, por sua vez, precisava parar de fugir e enfrentar os seus próprios fantasmas, precisava encarar a vida e lidar com ela de uma vez por todas. São questões diferentes, mas igualmente necessárias, que um não teria conseguido resolver sem ter encontrado/desencontrado o outro e que os impediam de estarem juntos antes de serem resolvidas.

Então é isso. Só posso dizer que amei, amei e amei essa história regada a Shakespeare e autoconhecimento e que indico sem nem pensar duas vezes. Depois do terceiro livro, estou mais que convencida, Gayle Forman é mesmo foda. Apenas leiam!

Obs.: Depois de ler os dois livros, descobri que há um conto chamado Just One Night (Apenas Uma Noite) que vem depois e ainda conta um pouco mais sobre a história, entretanto, ainda não foi lançado no Brasil. 

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