Resenha Cinematográfica: Dunkirk

Gênero: Drama/Guerra/Suspense

“– O que você vê?

– Esperança.”

Dunkirk foi escrito e dirigido por ninguém menos do que Christopher Nolan, o que por si só elevou as minhas expectativas às alturas! Rs. Sem contar que é um filme sobre Segunda Guerra, um dos meus temas históricos preferidos, então eu não perderia a oportunidade de vê-lo jamais.

No entanto, nem nos meus melhores pensamentos imaginei que eu teria a oportunidade de assisti-lo em IMAX (Imagem Maximum)!!! Foi uma experiência única de imersão completa no filme; simplesmente fantástico! – Tirando a parte em que eu pulei da cadeira ao som do primeiro tiro! Em um filme de guerra, pense aí quantas vezes eu pulei… Hehehe

Baseando-se na história da Operação Dínamo – que conseguiu resgatar mais de 330 mil homens das forças da França, do Reino Unido, da Bélgica e da Holanda, cercados pelas forças nazistas na cidade de Dunkirk (Dunquerque) durante a Segunda Guerra Mundial –, Nolan optou por uma narrativa completamente original e interessante. Explorou uma parte da história por vezes esquecida, ou desconhecida por muitos, sob três perspectivas, em diferentes lapsos temporais:

  • Uma hora no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião do Eixo.
  • Um dia em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país.
  • Uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço e encontra dois companheiros incansáveis como ele, Gibson (Aneurin Barnard) e Alex (Harry Styles).

É claro que em algum ponto a história converge para o mesmo momento e, se você não se atentar para o fato de que em cada núcleo o tempo passa de uma forma diferente, você pode se perder, não entender bulhufas e sair xingando no twitter. Rs.

Além de muito bem construído e com pouquíssimas falas, mas que dizem tudo, Dunkirk me chamou atenção pela belíssima fotografia, dirigida por Hoyte Van Hoytema, que já havia trabalhado com Nolan em Interestelar (2014), e pela trilha excepcional composta por Hans Zimmer, que ajudou a criar a tensão necessária para a trama – em alguns momentos eu prendia minha respiração, gente! Era impossível piscar!

Outro aspecto bastante interessante foi o fato de Nolan ter contratado muitos atores jovens e desconhecidos para interpretarem os soldados que ficam presos na praia. Isso ocorreu graças aos primeiros relatos ouvidos pelo diretor sobre o tema, que ressaltaram a juventude e inexperiência dos soldados. Ele quis deixar tudo o mais próximo possível da realidade, e deu muito certo!

Mas nem todos eram desconhecidos, claro! E se vocês leram atentamente meu post até aqui, vão ter visto o nome de Harry Styles, ex-One Direction, no elenco. Eu juro por Deus que, enquanto eu assistia ao filme, fiquei tão imersa que nem me toquei que era ele! Hehehe. E eu achei isso ótimo! Foi uma surpresa saber que sua estreia nas telonas como ator foi tão bem sucedida! Ponto pra Harry – e pra Nolan que insistiu em contratá-lo a despeito de inúmeras críticas.

Apesar da Evacuação de Dunquerque ser considerada uma das piores derrotas da história militar britânica, o que vemos no filme é a consagração da sobrevivência. Desafio você a não se comover ou, no mínimo, refletir sobre isso após apreciar essa obra cinematográfica que ficará marcada, para mim, como um dos melhores filmes de 2017. 

“– Muito bem, rapazes. Muito bem.

– Tudo o que fizemos foi sobreviver.

– É o bastante.”

Nota no IMDB: 8,4/10 

Nota no Adoro Cinema: 3,5/5 

MINHA Nota: 4,8/5

 

Sinopse Oficial:

Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. A história acompanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço.

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