5 lições que aprendi com Clube dos Cinco

 

Clube dos Cinco (The Breakfast Club) é um filme de 1985, escrito e dirigido por John Hughes, que já se tornou um clássico, por ser atemporal/sempre atual e maravilhoso. É uma história simples de cinco personagens que você assiste em pouco mais de 01h30 e não esquece mais (oportuna a trilha sonora com Simple Minds tocando “don’t you forget about me” ou “não se esqueça de mim”). O slogan da obra é “They only met once, but it changed their lives forever” (eles se encontraram apenas uma vez, mas isso mudou a vida deles para sempre), e é exatamente essa a sensação que você tem depois de vê-la. É apenas um filme que basta você ver uma vez para mudar tudo (e então depois disso você tende a querer ver mais milhares de vezes, mas ok, bastou uma vez para mudar tudo).

Sei que muita gente já conhece Clube dos Cinco e já o tem como um de seus filmes preferidos, mas, seja para os amantes antigos, para os retardatários ou para os que ainda não o viram, acho que vale a pena elencar as lições que ele me trouxe, todas tendo por base alguma citação do filme. Podem ser as mesmas lições que quem já o viu aprendeu ou podem ser completamente diferentes, o que importa mesmo é aprender algo com esse encontro maravilhoso com cinco adolescentes tão diferentes e tão similares. Um cérebro, um atleta, uma princesa, uma maluca e um criminoso passando o sábado de 24 de março de 1984 juntos em detenção na biblioteca de Shermer High School (sim, essa é a sinopse do filme e ele é tão simples e maravilhoso desse jeito mesmo).

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1. As aparências enganam

We’re all pretty bizarre, some of us are just better at hiding it, that’s all.

(Nós somos todos bastante bizarros, alguns de nós apenas são melhores em esconder isso, é só)

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Todos temos as nossas bizarrices. Alguns tentam esconder isso, uns conseguem, outros não; e outros sequer tentam. A sociedade é cruel, o mais apto se adapta, e os que não conseguem vivem à margem. Há aqueles que criam um personagem para si e vivem aquilo de forma que parece tão verdadeira que consegue enganar até a si mesmo. Mas uma das frases mais certas que se pode dizer sobre as pessoas é que “de perto ninguém é normal”. Alguns se encaixam melhor, mas a que custo? Outros não conseguem se encaixar por mais que tentem, ou sequer tentam, e que preço também pagam por isso?

2. Não subestime a dor do outro

You know, I have just many feelings as you do and it hurts just as much when somebody steps all over them.

(Sabe, eu tenho tantos sentimentos quanto você e dói tanto quanto dói em você quando alguém pisa neles)

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Muitas vezes nós acreditamos que a nossa dor é maior que a do outro, que os nossos problemas são maiores e que a vida de todo mundo é fácil menos a nossa, mas isso não é verdade. A vida de ninguém é fácil, por mais que pareça ou que tentem fazer parecer. Todos temos as nossas dores e as nossas dificuldades. Todos temos os nossos problemas e as nossas próprias soluções. Há dias de glória e dias de derrota. E nada disso nos faz melhores ou piores que ninguém, apenas nos faz ser quem somos. É muito fácil se deixar julgar o outro por uma primeira análise, se esquecendo de ter empatia. Então, é bom sempre ter em mente que não se deve subestimar a dor do outro, pois todos nós temos sentimentos e, quando eles são magoados, dói, independente de quem você seja ou do quanto faça as pessoas acreditarem que você é forte e inabalável.

3. Você deve agradar a si mesmo

Spend a little more time trying to make something of yourself and a little less time trying to impress people.

(Gaste mais tempo tentando fazer algo por você mesmo e menos tempo tentando impressionar as pessoas)

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Ceder às pressões ou ser fiel a si mesmo? Nenhuma das duas alternativas é fácil, mas a segunda pode parecer mais difícil justamente por ser a correta. Quando tentamos agradar o outro, acabamos magoando a nós mesmos e muito possivelmente não agradando o outro cem por cento. Porque ninguém consegue agradar a todos, seguir totalmente um modelo-padrão, e esse nunca deveria ser o objetivo. Viver uma vida fiel a si mesmo pode ser e é mais difícil, mas sem dúvida é muito mais recompensador, é libertador.

4. Crescer pode matar quem você é

It’s unavoidable, it just happens, when you grow up, your heart dies.

(É inevitável, simplesmente acontece, quando você cresce, seu coração morre)

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É justamente por acabarmos cedendo às pressões que deixamos de ser quem somos. Nós nos perdemos e assim morremos um pouco também. A criança que nós fomos se orgulha de quem somos hoje? Manter um coração sonhador e fiel à criança que você foi não é fácil, e acaba sendo inevitável perder um pouco disso, mas você deve se esforçar o máximo e manter o que conseguir. Não importa o custo, não deixe que seu coração morra.

5. As pessoas enxergam o que querem enxergar

You see us as you want to see us – in the simplest terms, in the most convenient definitions

(Você nos vê como você quer ver – em termos simples, nas definições mais convenientes)

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Sem empatia, sem a vontade de tentar compreender o outro, enxergamos apenas o que queremos enxergar. Reproduzimos nos outros os preconceitos que formamos sobre eles e não damos qualquer espaço para que a nossa visão mude. Falar sobre o que não se compreende. Julgar sem conhecer os fatos. Se importar quando não lhe diz qualquer respeito. O quanto nos falta de empatia? O quanto as nossas projeções nos impedem de sermos verdadeiramente humanos? O quanto achamos que a vida do outro interfere na nossa quando não temos nada a ver com isso? O quanto somos cruéis só porque achamos que é assim que as coisas devem ser quando se cresce?

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Essas foram algumas das reflexões que o Clube dos Cinco me causou e que com certeza vou levar (já estou levando) para a vida em forma de lições. Repito, é um filme simples, mas que tem um impacto profundo. É atemporal e maravilhoso. Se você não viu ainda, dê uma chance. Se você já viu, veja de novo ou indique para alguém. O ponto em que quero chegar é: todo mundo precisa ver esse filme pelo menos uma vez.

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